Centro acadêmico CAVC

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O Centro Acadêmico Visconde de Cairu (nome dado em homenagem ao ministro das finanças de Dom João, um dos responsáveis pela abertura dos portos e leis de liberalização) é a entidade que representa os alunos, tanto da graduação, quanto da pós-graduação, da FEA, buscando defender seus interesses, dentro e fora da universidade. Ele surgiu em 1946, mesmo ano em que foi fundada a FCEA (Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da USP, que hoje é a FEA).

Buscando representar os alunos da forma mais democrática possível, o CAVC realiza eleições para sua gestão anualmente, e suas reuniões gerais, que acontecem toda semana, são abertas para qualquer aluno que quiser participar e dar sua opinião. Também realiza reuniões extraordinárias, votações, consultas e debates, buscando ser a voz dos feanos, instrumento de reivindicação e integração. 

Além de debates e seminários políticos, acadêmicos e conjunturais, o CAVC também estimula a formação de grupos de estudos e a publicação de artigos dos alunos, possui um projeto de apoio à iniciação científica, o Controversa, e organiza outros eventos para estimular a integração, como as festas, ou para incentivar as manifestações culturais e descobrir novos talentos, como ações em teatro, coral e publicações de jornais, como o "Visconde" e revistas. É o Centro Acadêmico também que organiza as semanas temáticas, como o Festival de Arte da FEA-USP, ou o FEAmbiental. 

Atualmente, sua principal fonte de renda vem do curso de idiomas, o CAVC idiomas, que foi criado em 1989, e desde então vem crescendo, a ponto de ser hoje um dos maiores cursos de idiomas administrado por um centro acadêmico da USP. Assim, o CAVC pode apoiar, principalmente financeiramente, diversas outras entidades da FEA, como a bateria (link), o Alfa USP (link) e o Cursinho (link).


História
O histórico do CAVC passa por várias lutas estudantis, que deram resultado, como a greve de 1947 contra os professores que não passavam por concurso público, ou a de 1956, contra irregularidades na constituição e formação do corpo docente; em ambos os casos, mudanças significativas ocorreram após os protestos. 

Durante o período militar, época de efervescência do movimento estudantil contra a ditadura, com o CAVC não foi diferente: um movimento de alunos conservadores tentou fechar o centro acadêmico, e uma intervenção da diretoria da faculdade e de um grupo de estudantes, permitiu que ele permanecesse, mas foi necessário que uma diretoria menos representativa assumisse. Após essa gestão intermediária, assumiu novamente a diretoria deposta e o CAVC continuou a tomar parte no movimento dos estudantes contra a opressão da ditadura. Tendo merecido destaque a atuação da entidade nos conflitos de 1968 na rua Maria Antônia, onde era sediada na época.

Após a decretação do AI-5, a repressão tornou-se maior e várias entidades estudantis foram desmanteladas. O CAVC tentou resistir, e o ano de 69 foi marcado por alta perseguição aos alunos, que culminou na prisão e tortura do presidente do centro acadêmico na época, Paulo Beskow.

As décadas seguintes foram marcadas por maior liberdade para o movimento estudantil, e o CAVC tomou parte nos principais movimentos políticos da época, como as Diretas Já. 

Desde sua criação até hoje, é notável que o CAVC não só trabalha para representar e inserir a FEA nos movimentos estudantis dentro da universidade, mas também em todo o contesto político do país. 



Link:
Site do CAVC