FEA Professores - Novos docentes recebem orientação sobre a carreira

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Os professores que ingressaram na FEA a partir de 2009 participaram de um encontro de integração com os demais docentes, no final de março.

Cacilda Luna
Os professores que ingressaram na FEA a partir de 2009 participaram de um encontro de integração com os demais docentes, no final de março. Conduzido pelo diretor Adalberto Fischmann e pelo vice-diretor Joaquim Guilhoto, o evento trouxe como palestrante o presidente da CERT-USP (Comissão Especial de Regimes de Trabalho), Prof. Luiz Nunes de Oliveira, que descreveu as atividades da comissão e esclareceu dúvidas relacionadas à carreira acadêmica, tais como regimes de trabalho, credenciamento para atividades externas, avaliação docente e mérito acadêmico, afastamentos, entre outros. Ao final do encontro, a FEA homenageou os novos titulares e livres-docentes (2009-2015).

Um dos pontos discutidos foi a necessidade de credenciamento para o exercício simultâneo de atividades fora da universidade para docentes em RDIDP, o regime de dedicação integral. O Prof. Nunes informou que o credenciamento é obrigatório e que existem três principais tipos de atividades que exigem essa solicitação: consultorias, convênios e cursos de extensão. No caso de consultorias, existe um limite de 8 horas por semana, mas para os convênios não há limitação de número de horas. Comentando sobre os cursos de extensão, o presidente da CERT ressaltou que se trata de uma atividade geralmente de interesse dos departamentos. De qualquer forma, para o credenciamento ser aprovado, o currículo tem de ser compatível com o tipo de solicitação e, em caso de dúvida, a CERT pede para que o chefe do departamento endosse o pedido.

Um assunto que provocou manifestações da plateia foi os critérios de avaliação dos docentes. Questionado pelo Prof. Marcos Cortez Campomar (EAD) sobre a pouca valorização dada às atividades de extensão, já que a extensão representa um dos três pilares da USP, Nunes esclareceu que qualquer atividade prestada fora da universidade, e não somente a remunerada, não conta na hora da apreciação do relatório. "Não é função da Universidade fazer assistência social para a sociedade, mas sim formar bem seus estudantes. Fazer um trabalho de prestação de serviços fora, para beneficiar uma empresa, isso não tem valor para a Universidade", ressaltou o presidente da CERT.

Com o intuito de informar e orientar os docentes sobre a melhor maneira de se elaborar o relatório, o Prof. Luiz Nunes de Oliveira sugeriu que cada departamento crie seu plano de metas. Segundo ele, a USP possui 42 unidades e cada uma delas possui uma cultura diferente. "É muito difícil a gente na CERT ver o que está acontecendo nas unidades. Todo mundo tem obrigação de construir seu indicador qualitativo", afirmou.

Nunes orientou, ainda, os chefes de departamento para que, quando o professor recém-contratado for apresentar seu relatório bienal do período experimental (6 anos), ele o faça para o conselho do departamento. Ele defendeu que os trabalhos devam ser avaliados pelo critério científico e não quantitativo. "A gente gostaria que o assessor entrasse no mérito do trabalho do docente, e não apenas que contasse o número de trabalhos publicados".

A seu ver, o docente tem que justificar no relatório a importância de seu trabalho, fornecendo informações qualitativas, entre elas os achados da pesquisa. Outro ponto priorizado na avaliação, segundo Nunes, é a qualidade da atividade didática. "Para nós, não interessa quantas horas o docente está dando aula, mas sim se a aula é boa". Ele sugeriu que o docente cite no relatório, por exemplo, se recebeu prêmio de melhor professor. "Nem sempre eles citam isso".

A legislação que regulamenta a carreira acadêmica na USP também foi alvo das discussões. Alguns presentes criticaram o fato dela estar desatualizada. O Prof. Luiz Nunes de Oliveira reconheceu que o texto tem uma linguagem imprecisa e omissa em alguns aspectos. Em sua intervenção, o Prof. Gilmar Masiero (EAD) defendeu a flexibilização da legislação com o intuito de adequar as normas às peculiaridades de cada área do conhecimento. Mas, nesse ponto, o presidente da CERT discordou: "Isso fere o espírito federativo da Universidade. É melhor você ter uma única legislação e analisar caso a caso".

O presidente da CERT, Luiz Nunes de Oliveira, anunciou, durante o encontro, que a CERT será informatizada gradualmente a partir deste mês. Primeiro, será o setor de afastamentos, e em seguida o de relatórios bienais. Com relação a mudanças na carreira dos docentes, o vice-diretor da FEA, Joaquim Guilhoto, integrante do grupo de trabalho que estuda as mudanças, informou que a proposta ainda está sendo elaborada e, antes de ser levada ao Conselho Universitário, ela será amplamente discutida por todas as unidades da USP. O evento foi encerrado com a entrega de certificados aos professores que se tornaram livres-docentes e titulares a partir de 2009 (ver a lista completa dos homenageados no box abaixo).

BOX - PROFESSORES HOMENAGEADOS

Livres Docentes

Siegfried Bender, Luiz João Corrar, Moacir de Miranda Oliveira Junior, José Flávio Motta, Luiz Paulo Lopes Fávero, Paulo Tromboni de Souza Nascimento, Carlos Eduardo Soares Gonçalves, Pedro Garcia Duarte, Fernando Antonio Slaibe Postali, Laura Valladão de Mattos, Rodrigo de Losso da Silveira Bueno, João Maurício Gama Boaventura, Mauro Rodrigues Junior, Fabio Lotti Oliva, Gilmar Masiero, Gerlando Augusto Sampaio Franco de Lima, Silvia Pereira de Castro Casa Nova, Dante Mendes Aldrighi, Fernando Carvalho de Almeida, Luís Eduardo Afonso e Andres Rodriguez Veloso.

Titulares

Alexsandro Broedel Lopes, Fabio Frezatti, Gilberto Tadeu Lima, Edgard Bruno Cornacchione Junior, Carlos Eduardo Soares Gonçalves, Fábio Kanczuk, Ana Akemi Ikeda, Ana Cristina Limongi-França, José Afonso Mazzon, Joe Akira Yoshino, Maria Dolores Montoya Diaz e Pedro Garcia Duarte.


Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 15 Abril, 2015

Departamento:

Bloco

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